26 dezembro 2007

FELIZ NATAL

O meu nome não interessa. Vi, ouvi, sinto-me obrigado a relatar.
A quem? Talvez a mim, a ver se de vez acordo. Talvez a todos os mortais entre os quais eu durmo. Acredite quem quiser. Quem não quiser, pois siga o seu caminho. Com Deus ou com os Deuses. Sem Um ou sem os Outros. Mesmo dormindo, cada qual é dono do seu destino.
(desconhecido)
"amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 13,34)

16 novembro 2007

Entrevista com Rita Levi - Montalcini Por ENRIC GONZALEZ

NEURÓLOGA e prémio NOBEL de medicina - 1986 EL PAIS, Maio 15, 2005
Esta é uma parte da entrevista que pode ser consultada na totalidade em:
http://www.ddooss.org/articulos/entrevistas/levi_montalcini.htm
Mudámos parcialmente. Por que somos mais inteligentes que há 50.000 anos mas não somos melhores?
Não somos melhores porque o componente límbico cerebral continua a dominar a nossa actividade. Vivemos como (...) há 50.000 anos, dominados pelas paixões e pelos impulsos de baixo nivel. Não estamos controlados pelo componente cognitivo, apenas pelo componente emotivo, o agressivo em particular. Continuamos a ser animais guiados pela região límbica palocortical, sustancialmente igual no homem como nos outros animais. As nossas opcões de melhoria moral passam pelas circunvalacões neocorticais que felizmente temos.
(...)
Você que viveu quase todo o século XX, conhece os seus erros melhor que eu.
(...) estou segura que devemos livrarmo-nos desse passado nefasto. Porque se assumimos uma visão catastrofista do ser humano, estamos acabados. A vida é inútil. Eu tambem me sinto interiormente incapaz de ser optimista, mas há que sê-lo, custe o que custar. Há que manter a confiança no futuro.
Sejamos positivos. Quais foram as coisas mais positivas do século passado?
(...) a conclusão que pode extrair-se do século XX é que devemos mudar os mecanismos de instrução e relação erronea entre os adultos e as crianças. Até agora andamos entre o autoritarismo victoriano, ou seja, faz isto porque és pequeno e eu sou maior, e o permissivismo, ou seja, faz o que queres. No meu livro Tempo de Acção falo da educação cognitiva, que faz da criança um "productor activo", e não um "consumidor passivo" da formação. As pessoas aprendem não porque lhes transmitem a informação, mas porque construimos a nossa versão pessoal da informação. Se mudamos a forma de educar as crianças, quer dizer, confrontá-los com a vida, talvez possamos mudar o mundo. Os métodos educativos tradicionais são absurdos. A nossa única esperança consiste em actuar desde o principio, porque a criança percebe tudo no primeiro ano de vida. Devemos dar alas ao genio que cada homo sapiens traz consigo. Se não nos dermos conta de que esse ser recem nascido que temos á nossa frente percebe todas as mensagens, boas e más, estamos acabados. Quando essa criança tiver 20 anos pode pensar que é uma boa idea matar quem considera um ser inferior. A mim, por exemplo, que sou judia.
O seu pai não a deixou estudar até aos 20 anos.
(...) mesmo o que estava contra mim, o atraso nos estudos, ou a necessidade de esconder-me durante a guerra por ser judia, foi uma sorte. Montei um pequeno laboratorio na casa onde me escondía, e alguns dos meus descobrimentos daquela época acabaram por me levar a Estocolmo e ao Premio Nobel.
(...)

08 novembro 2007

VISITA Á QUINTA DA REGALEIRA

Proposta para o 5º Encontro - "Visita de Estudo" Especial.
Falei com o José Medeiros (novo membro do P33, meu convidado - ao fim da 3ª participação podemos trazer alguém, já esgotei o meu bónus) um estudioso da alquimia, cabala, quirologia, etc.
O José Medeiros escolheu mostrar-nos a Quinta da Regaleira em Sintra, acredito que será uma viagem muito curiosa e reveladora de muitos segredos.
A visita está marcada para Sábado, dia 17 de Novembro de 2007 às 10:00.
Peço a todos os que estejam interessados que se "inscrevam" via mail até ao dia 9 de Novembro de 2007. O bilhete custa 5€, segundo a CMS, a comprar no local. Para o almoço aceito sugestões. Já que inventaram o mail, podíamos aproveitar e trocar mais informações, sugestões entre todos. Para este encontro podemos começar por arranjar um local para almoçar e para alojar os que vêm de longe. Provavelmente vou estar fora no período das inscrições será que alguém podia receber as mesmas? José Medeiros vai dar os seguintes cursos em Mafra: Quirologia, o caminho do auto-conhecimento pela interpretação das mãos - 27 e 28 de Outubro de 2007 Alquimia Vegetal Espagíria Operativa, preparação de tinturas elaboração da pedra verde - 24 e 25 de Novembro de 2007 Para informações e inscrições podem telefonar para o José Medeiros . 261 815 198
Beijinhos a todos,
Rita

11 setembro 2007

AGOSTINHO DA SILVA

"(...) um progresso. Mas em que sentido um progresso? No único sentido em que a palavra pode ser tomada, quando se trata da aventura humana: no sentido de que se pretende para o homem cada vez maior liberdade para poder ser o que é na essência; por outras palavras, cada vez mais direito de cumprir o que é seu dever, seu único dever; repetindo o que disse já tanta vez, e direi sempre: o dever de ser santo. (...)

(...) a accão só vale quando é feita como um exercicio, e um exercicio com amor, quando é feita como uma ascese, e uma ascese por amor de que se liberte o Deus que em nós reside. E se a acção implica amargura, o que há a fazer é mudar de campo: porque não é a acção que estará errada, mas nós próprios (...)

(...) não deve estar nem fora das nossas cogitações nem fora de nossas ambições a da santidade para todos: mais dificil porque se para ser médico, engenheiro ou professor, é necessário ter em vista o proprio objectivo, para se ser santo deverá ser uma das condições o não ter objectivo algum (...)

Tão estranha e maravilhosamente somos compostos de eternidade e de tempo que, sendo a nossa única e real vocação a de ser santos, a cada passo nos estamos especializando, nos estamos deixando arrastar e prender por todos os outros fragmentos de vocação ou por todo o passageiro chamamento que por acaso ouvimos. E este é o nosso primeiro ponto de combate: o de não deixarmos que o que é puramente temporal tome em nossas vidas o lugar que se deve ao eterno. As Aproximações (1960) Textos e Ensaios Filosoficos II - Antologia de Paulo Borges - Ancora Editora ISBN 972-780-170-6

22 julho 2007

SITES INTERESSANTES:
http://www.freecycle.org/
A rede Freecycle Network™ é feita de grupos de todo o mundo. É inteiramente não lucrativa feita de pessoas que dão (e recebem) coisas gratis nas suas cidades. Cada grupo local é moderado por um voluntario local. A Freecycle Network começou em 2003 para promover uma redução de lixo em Tucson. A rede providencia um forum electronico para "reciclar" coisas sem uso. O lixo de uma pessoa pode ser um tesouro para outra.

http://www.wwoof.org/newsite07/wlist.asp
As organizações WWOOF compilam uma lista de quintas organicas que (de tempos a tempos) recebem voluntarios. Os membros da WWOOF, são postos em contacto com as quintas. É só contactar as quintas que vos interessem para organizar o voluntariado.

20 junho 2007

"O que me preocupa não é o grito dos violentos. É o silêncio dos bons."
Martin Luther King.

10 maio 2007



Não podendo falar para toda a terra direi um segredo a um só ouvido.


Luiza Neto

08 maio 2007

ILUMINAÇÃO EVOLUCIONÁRIA

Meditação e iluminação
Quando meditamos podemos conscientemente escolher assumir uma relação iluminada livre da identificação compulsiva do tempo e do sentimento. Para isso: Ficamos quietos. Relaxamos. Concentramos-nos/abstraimo-nos.
Ficar quietos
Ficar quietos na meditação é uma postura fundamental na relação com a própria vida. Conduzidos pela natureza errática da mente e pelas emoções descontroladas do medo e do desejo, estamos quase sempre a mexer-nos. Não nos mexermos tem o objectivo de focarmos o que é importante.
Relaxar
Deixar tudo ser significa não tentar controlar a nossa experiência. Quando experimentamos relaxar libertamos uma tensão existencial fundamental. A liberdade da iluminação é baseada na dissolução da tensão existencial. Ao deixar tudo ser descobrimos o reconhecimento libertador que nada está fundamentalmente errado.
Concentração/Abstracção
Quando escolhemos não seguir o movimento dos pensamentos/emoções experimentamos o nosso Eu livre da mente. A nossa consciência torna-se tão vasta que abarca todas as coisas e ao mesmo tempo liberta-se de todas as coisas. É a miraculosa profundidade da atenção que faz o iluminado parecer invulgarmente acordado.

04 maio 2007

QUEM MORRE

Morre lentamente, quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente que faz da televisão seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatem o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre o assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.
Pablo Neruda

AULAS DE INTELIGENCIA EMOCIONAL - V

V- Experimentar e viver as diferenças ( continuação )
Como disse, neste capítulo existem ainda mais três competências a aprender:

- Compromisso Emocional
É a capacidade de iniciar e concluir o que nos propomos, levar as coisas do princípio ao fim. A experiência mostra-nos que mais de metade do que iniciamos, não vamos nunca concluir. Fomo-nos iludindo com a palavra decisão, valorizamos muito os decisores, aqueles que tomam muitas decisões, mas se formos ver bem, muito poucas dessas decisões acontecem. Vejam o que se passa todos os dias nos telejornais das oito, centenas de decisões e depois?
Confundimos que quando se fala em decisão, esse momento não passa de uma intenção, porque decisão mesmo, é um processo que começa aí, mas que só acaba quando se concretiza essa intenção. Estamos por isso a confundir o princípio com o fim! Acontece por outro lado, que estamos também enganados quanto ao próprio conceito de decisão. Esta palavra vem do latim “de caere”, que quer dizer, deixar fluir! E se formos ver bem, ela tem tudo a ver com um outro conceito que muitas vezes achamos ser oposto, é o diálogo! Quantas vezes ouviram dizer: Já chega de diálogo, agora é preciso tomar decisões! Pois é! Diálogo vem do grego “ dia logos” e quer dizer, deixar fluir as ideias. Como reparam, tem o mesmo sentido de decisão! Mas em todo este fluir é preciso compromisso emocional!

- Integridade aplicada
É bom que se pense, que as nossas competências emocionais, como as outras, só existem quando as praticamos.
Por isso, não vale a pena fazer o discurso do auto-elogio, como é o caso da integridade, da honestidade, da verdade. Neste caso, são os outros que tem que sentir isso, porque é nas acções que está a resposta e não nas palavras! É só isto!

- Influência sem autoridade
O tempo da autoridade pela autoridade acabou. A começar na casa de cada um, onde isso já nem funciona com os filhos mais pequenos. A autoridade está a ser substituída pela influência, é esse o grande desafio. Mas para influenciar é preciso ter tempo, ter argumentos, inspirar confiança e claro, saber ouvir e perceber as razões dos outros. Influenciar é conseguir que a ideia do outro se aproxima da nossa, é um processo que começa no saber ouvir, no duvidar das nossas verdades, no começar a querer perceber bem o outro e por fim, não ter receio de mudar de opinião. A influência fica e permanece em nós, a imposição não! A influência vive muito do compromisso com o diálogo/decisão!

Continuação das aulas cortesia do Jorge Marques

18 abril 2007

AULAS DE INTELIGENCIA EMOCIONAL - IV

Experimentar e viver as diferenças
Vivemos um tempo onde há muita dificuldade de aceitar as diferenças. O mundo globaliza-se e ao contrário de aproveitar toda a riqueza da diversidade, parece querer impor um padrão de igualdade, como se o mundo tivesse que ser pintado a preto e branco. Mas se isto é verdade no mundo, é mais verdade nas nossas relações diárias. Tudo serve para discriminar! Ou porque se é jovem ou velho demais, muçulmano ou cristão, homem ou mulher, heterossexual ou homossexual, preto ou branco, do partido A ou do partido B, gordo ou magro, alto ou baixo, doutor ou analfabeto… A proposta destas competências neste grupo é que a solução está na vivência e no aproveitamento das diferenças. A riqueza do mundo está aí em todos os domínios! Se queremos inovação, é porque queremos diferença!
O que é que está aqui presente?

Potencial e propósito únicos
Na generalidade, se olharmos bem, o nosso percurso de vida desde crianças é:
- Corrigir defeitos em criança dentro da lógica de uma boa educação;
- Melhorar nas cadeiras onde somos mais fracos na escola;
- Melhorar os nossos pontos fracos e o nosso desempenho em adultos.
Relativamente aos nossos pontos fortes, ás nossas qualidades, os nossos pais ficam muito satisfeitos com eles, mas não investem neles, estudamos muito menos nas cadeiras onde somos melhores, investimos na recuperação dos pontos fracos e muito pouco nos nossos pontos fortes.
O que seria a nossa vida se, em vez desse investimento no que somos mais fracos, fosse naquilo em que somos melhores? É esta a proposta, quando em termos de inteligência emocional falamos do potencial e propósito único! O desafio é, em primeiro lugar, descobrir exactamente quais são os nossos pontos fortes e quais são os fracos.

Pensemos bem em que é que nos sentimos melhores?
Este é um exercício a fazer, basta uma folha em branco, um risco ao alto e a meio da folha e escrever, com calma e sem pressa, pode até demorar vários dias. De um lado, aquilo em que é bom, no outro, aquilo em que é menos bom. Quando concluir, pergunte-se a si próprio por qual dos lados a sua vida está a ser orientada? Mas não se engane a si próprio!

Se você faz a sua vida através do exercício dos seus pontos fortes, óptimo, está contente com o trabalho e a vida e as suas energias podem ser canalizadas para o seu desenvolvimento. Se a sua vida se está a orientar na zona dos pontos fracos, veja o que pode fazer para mudar de rumo e se não o pode de todo, arranje uma saída, um hobby onde aplique, no todo ou em parte, essas suas capacidades. Conduza a sua vida!

Acredite, que quando investimos naquilo em que somos mais fracos, o esforço é enorme e os resultados serão sempre médios, é como tirar um 10 para passar. Aí seremos gente média, igual a todos os outros. De contrário, quando investe nas suas melhores qualidades, poderá ser estrela em qualquer coisa, será um talento em qualquer coisa, não importa em quê. Aí, o nosso potencial de crescimento não tem limites. Esqueça que alguma vez se pode ser bom em tudo! Seja diferente, vamos assumir a nossa diferença pelo nosso lado mais positivo!

Neste capítulo, existem mais três competências, mas esta é suficientemente importante para ser tratada á parte e de uma só vez! Reflicta bem sobre esta, faça o exercício que lhe sugerímos e ou siga em frente ou mude de caminho! Há sempre qualquer coisa que podemos mudar em nós mesmos!

A crise não está no mundo, essa é uma realidade, a crise está na nossa relação com esse mundo cada dia mais complexo. Por isso, somos nós que temos que mudar, somos nós que eventualmente estamos em crise. Foi esta a conclusão a que um dia chegou também o nosso Agostinho da Silva. Desistiu de mudar o mundo, mas quis resolver a sua própria crise!
cortesia de Jorge Marques

14 abril 2007

AULAS DE INTELIGENCIA EMOCIONAL - III

Depois de uma primeira fase de auto-conhecimento, começamos a estar preparados para a relação com os outros, ou pelo menos começar a abertura a essa relação.
Que competências dominam esta fase?
- Presença autêntica
Na comunicação com os outros, utilizamos em geral dois tipos de linguagens. Uma verbal e outra não verbal. Esta última tem a ver com as expressões, gestos, tiques, posturas físicas…
Sempre que comunicamos com alguém, é esta linguagem não verbal que chega primeiro e nos leva de imediato a formular um juízo, que pode ser o de acreditar, não acreditar, achar que se está a esconder alguma coisa, que se está a querer dar a volta…etc. Posteriormente a este juízo chegam as palavras que, ou confirmam o juízo ou o contrariam. Sempre que estas duas linguagens não são coincidentes, não confiamos nas mensagens recebidas, ou seja a linguagem não verbal diz-nos uma coisa e a verbal outra.
A presença autêntica é por isso a capacidade de se dizer o que se pensa e sente, é isso que dá coerência ás duas linguagens. É isso que leva a que os outros confiem em nós.
Numa sociedade onde a cultura vigente é a do politicamente correcto e dizer aos outros o que eles querem ouvir, esta é uma prática que é difícil, requer exercícios práticos e por vezes correr alguns riscos. Mas a alternativa é sempre esta, ou correr esses riscos e gerar confiança nos outros ou viver na não confiança. Há que experimentar, reflectir sobre essa experiência e corrigir algumas vezes mais a forma em como se diz, do que aquilo que se diz.
- Raio de confiança
É o resultado da autenticidade falada no ponto anterior. É a capacidade de gerar confiança á sua volta e passar isso aos outros.
- Insatisfação construtiva
É ser capaz de dizer: Não estou de acordo, por estas razões e acho que a melhor solução é esta! Não basta por isso discordar! Como também não basta concordar por concordar!
Estamos numa sociedade onde as pessoas têm um peso negativo relativamente ao conceito insatisfação, é socialmente correcto estar satisfeito com tudo. Com nós mesmos, com as relações afectivas, com os amigos, com o emprego. Mas não é isso que faz construir o que quer que seja. A insatisfação é uma forma de construir, desde que seja construtiva! É uma qualidade e não um defeito!
- Capacidade de recuperação e renovação
Os dados que se conhecem, dizem-nos que na Europa 60% do absentismo já é causado por doenças que resultam do stress. Muitos milhões de horas e muito pouca qualidade de vida!
Quando se procuraram as causas, encontraram-se várias razões, mas á cabeça vinham os conflitos com os chefes, com os colegas e também isto de engolir sapos e não dizer nada.
O nosso equilíbrio, a recuperação e renovação da nossa energia, não podem resultar da nossa anulação, do querer viver bem com todos, do fugir aos conflitos. Vem de nos assumirmos como somos, como pensamos e como sentimos!
Os conflitos interiores consomem bastante mais energia do que os outros!
Mais uma aula oferecida pelo Jorge Marques, k nós agradecemos mto. Bjs

04 abril 2007

Como Encomendar ao Cosmos

Condensado de Cosmic Ordering Service de Babel Mohr ISBN 1-57174-272-7
Podemos encomendar ao Cosmos o que precisamos com a certeza que seremos atendidos. Quando se apanharem a pensar, a sentir ou a falar negativamente, parem de se admirar da situação actual do vosso desconforto. Quando constatarem isto, acordaram. Estão aptos a criar a vossa vida conscientemente. Decidam quem e como querem ser e encomendem ao Cosmos.
1. Os nossos pensamentos criam a nossa realidade. Façam uma lista positiva de como as coisas deviam ser e como se sentiriam se fossem assim. Depois façam uma lista das coisas na vossa vida que mudariam nesse sentido. Escrevam pequenos cartões com essas ideias positivas e colem pela casa. Percebam as coisas que estão bem e fiquem gratos por elas.
2. Encomendem como e onde se sentirem melhor, á lua cheia, na praia, no campo ou em casa. Podem escrever num papelinho e ler aos Cosmos á noite de uma janela aberta ou varanda, jardim, etc. Escolham um momento em que se sintam felizes convosco e com a vossa vida e com fé na vossa capacidade de encomendar. Comecem por exercitar em encomendas pequenas como por exemplo, encontrar estacionamento para o carro. Funciona. Confiem.
3. Encomendem uma só vez e esqueçam. Se encomendarem ou enviarem energia varias vezes, enfraquecem a vossa confiança e confundem o sistema energético de entrega da vossa encomenda. Podem sempre cancelar o pedido. Vivam a vossa vida apreciando o que está bem.
4. Façam as vossas encomendas num tom positivo. Frases na negativa são desvantajosas. Se pretenderem curar uma doença peçam saúde, se não querem tristeza peçam alegria.
5. Relaxem, não fiquem á espera. A encomenda chega atavés de uma inspiração, algo que alguém vos diz, ou lêem, etc. assim são guiados até á circuntância que permite a entrega da vossa encomenda; se colocarem demasiadas expectativas na entrega podem bloquear o fluxo energético e não perceberem as mensagens.
6. Confirmem a encomenda quando a receberem. Se não tiverem a certeza que foi o Cosmos que a entregou, confirmem a possibilidade de ter sido, o importante é que funcionou. Agradeçam, alegrem-se e divirtam-se.

02 abril 2007

AULAS DE INTELIGENCIA EMOCIONAL - II

Aprender a sentir
A primeira fase da aprendizagem das competências emocionais é uma espécie de alfabetização. Porquê? Porque nós aprendemos a linguagem escrita, a linguagem falada, nalguns casos a gestual e outras, mas não aprendemos a linguagem do sentir. Linguagem do sentir, também porque como dissemos no capítulo inicial, ligamo-nos ao mundo através dos sentidos, logo a linguagem não pode ser outra! Que tipo de competências estão presentes nesta fase? São competências simples de enunciar, porque a inteligência emocional é a inteligência natural, a da simplicidade. Talvez por isso mesmo, esta facilidade de enunciado se transforme em tanta dificuldade prática.
As competências presentes são:

1 - Honestidade emocional
É a capacidade de falarmos
verdade e sermos honestos com nós próprios, antes de sermos com os outros. Temos que cuidar aqui das justificações que nos vamos dando sobre o que nos acontece, apenas para nos sentirmos mais confortáveis. Temos que nos ir perguntando, estás a enganar-te ou a tentar enganar os outros. Teremos certamente a resposta dentro de nós. Isto tem uma aprendizagem solitária, com nós mesmos, a relação é só connosco!
Temos que ficar convictos, de que enquanto esta verdade e esta honestidade não existir para dentro, não existirá para fora.
Não podemos dar o que não temos!

2 - Energia emocional
Na relação com a realidade exterior, recebemos muitos sinais, através dos sentidos. Nessa relação geramos interiormente uma energia ( e/moção), que quer dizer, movimento de dentro para fora. Nesta fase, temos que tomar consciência desta emoção, disto que nos indica um sentido de resposta. Sem esta tomada de consciência não existe emoção, é uma outra coisa qualquer. Nesta tomada de consciência, ou agimos emocionalmente, ou nos inibimos e agimos racionalmente. Precisamos distinguir aqui os nossos comportamentos práticos e os nossos mecanismos de bloqueio. Porque não faço assim, ou porque faço desta maneira. Continua a relação com nós mesmos!

3 - Feedback Emocional
Porque é que quando falamos com várias pessoas ao mesmo tempo e dizemos o mesmo a todos, verificamos que cada uma delas sentiu e agiu de maneira diferente?
Porque é que quando lemos todos o mesmo artigo ou um mesmo livro, se falamos sobre isso, cada um interpretou de maneira diferente?
Porque comunicar é sobretudo sentir, mais do que ouvir ou falar! É pelo sentir que agimos! Por isso, quando comunicamos, já não podemos satisfazer-nos com o ouvi, percebi, de acordo, temos que perceber o sentir dos outros. Isso é o feedback profundo, emocional!

4 - Intuição Prática
Damásio tinha uma definição curiosa para intuição. Dizia que era um misterioso mecanismo do nosso corpo, que nos dava respostas sem lhe perguntarmos nada.
Este tipo de respostas naturais são as intuições. Nesta fase de aprendizagem, temos apenas que saber começar a ouvi-las, sem avaliar. Isto porque há pessoas que dizem, tenho intuições, mas elas enganam-se sempre, por isso faço o contrário do que me dizem. Grandes figuras acreditavam e ouviam as suas intuições, por exemplo Einstein, que depois do almoço, com os pés descalços na relva e fazendo a sua sesta, dizia que era nesse momento que recebia as suas intuições mais criativas. Muitos dos galardoados do Prémio Nobel, dizem a mesma coisa. Porque dizemos que as mulheres têm o sexto sentido, mais intuição? Porque em termos culturais e de educação, sempre puderam exercer mais e melhor as suas emoções. Porque aos homens sempre foi dito para conterem essas emoções, pelo menos nas gerações mais velhas. A intuição será, de facto, um sexto sentido, quando formos emocionalmente inteligentes e exercermos na prática essas emoções.
Gracias ao Jorge Marques que nos oferece deste modo, aulas de inteligência emocional.

31 março 2007

Um professor encheu uma tigela de bolas de golfe e perguntou aos alunos se a tigela estava cheia. Eles disseram que sim. Então ele despejou um saco de berlindes na tigela, que rolaram entre os espaços disponíveis e voltou a perguntar aos alunos se a tigela estava cheia. Eles disseram que sim. Então o professor despejou areia na tigela que escorreu entre os berlindes e as bolas de golfe, e voltou a perguntar se estava cheia. Os alunos disseram que sim, agora estava cheia. Mas ele voltou a despejar, desta vez, café líquido. Os alunos divertiam-se com a experiência. O professor explicou, a tigela é a vossa vida, as bolas de golfe são a família e os amigos e que devem ser sempre colocados em primeiro lugar. Os berlindes representam o trabalho e a areia é o restante que preenche a nossa vida, mas se for colocada em primeiro lugar não deixa espaço para a família e amigos, e afinal é só areia… Quando um dos alunos lhe perguntou, e o café? Ele disse: ainda bem que perguntas. O café é só para lembrar que embora a nossa vida pareça muito cheia há sempre espaço para um café com os amigos.
Autor desconhecido

29 março 2007

Um contributo de ajuda do Mr.Fé.



Este é um dos muitos vídeos que o Mr.Fé, publicou no site www.youtube.com, com a finalidade de divulgar o trabalho do Michio Kushi.

Children of the sky - Bob Sinclar



AULAS DE INTELIGENCIA EMOCIONAL I

Emoções
A prática de um sentir!
Quando A. Damásio trouxe para a ciência a ideia de que razão e emoção estavam ligadas e quebrava em definitivo a velha ideia de Descartes, disse também que se alguma destas partes, influenciava a outra, então seria a emoção a influenciar a razão, pela simples constatação de que recebiam primeiro a realidade exterior.
Portanto, ficava também claro de que há um comportamento emocional, resultante dessa relação com a realidade. Esse comportamento pode ser apenas sentido, bloqueado e levado á razão. Então passa a ser mais um comportamento aplicado racional! Ou então esse comportamento é sentido e aplicado em coerência com o que se sente. Nessa altura é um comportamento aplicado emocional. Para facilidade de linguagem, vamos chamar a estes comportamentos aplicados sejam racionais ou emocionais de competências, ou seja a capacidade de exercer e pôr em prática.
Isto quer dizer, que é muito interessante discutir os conceitos emocionais, seja ao nível da psicologia das emoções, seja no domínio da informação especulativa, mas mais importante que tudo isso, é levar esta capacidade de sentir á prática diária das nossas vidas, ou seja é preciso trabalhar as competências emocionais.
Porquê?
Porque esta ideia de inteligência emocional, é também a ideia de inteligência da relação e hoje tudo é relação. Convém dizer que esta relação tem dois sentidos, um primeiro que tem a ver com uma relação com nós mesmos e depois uma relação com os outros.
Percebe-se facilmente que, sem uma capacidade prática de nos relacionarmos bem connosco, dificilmente o conseguiremos fazer com os outros! Vale a pena também dizer, neste capítulo introdutório, que a nossa relação com o mundo é feita através dos nossos cinco sentidos, por isso eles desempenham um papel crucial na gestão das nossas emoções. Usá-los em plenitude, é portanto um grande objectivo. Falar dos cinco sentidos, é também falar de um símbolo universal milenário, a estrela de cinco pontas!
A minha proposta, para uma série de artigos, é falar sobretudo do que são competências emocionais, como as podemos aprender e em que medida estão presentes na nossa vida.
Nessas definições e nesse percurso de aprendizagem, vou estabelecer quatro etapas:
- A primeira onde se aprende um novo alfabeto, o do sentir, é uma fase de relação connosco;
- A segunda é a do início da abertura aos outros;
- A terceira é a da experimentação da diferença;
- A quarta é a da transformação, da alquimia emocional
Participação de Jorge Marques, elemento do P33

27 março 2007

TEXTO DE JORGE MARQUES ELEMENTO DO P33
Passou-se num Convento Franciscano, numa semana em que bati á porta desse Convento, para ficar ali a acabar um dos meus livros. Costumo acabá-los sempre num desses conventos e gosto particularmente dos Franciscanos!

(...)Numa dessas tardes, apareceu o frade da biblioteca. (...) Começámos a falar do dar e do receber! Eu no meu discurso do dar, o importante era dar, eu tinha dado e recebido pouco…essas coisas todas por aí a fora! Essa ideia de que damos sempre mais do que recebemos…mas quem pode responder a isso não somos nós…mas os outros! Hoje costumo dizer que o dar é uma prática e não uma intenção, que acima de tudo tem que ser sentido pelos outros e não por nós…uma espécie de competência!

Mas voltando ao frade, ele ouviu o meu discurso inflamado sobre o dar, sempre em silêncio…aqueles discursos que nós conhecemos todos, porque todos já os fizemos ou já participámos neles!

Como não dizia nada, no fim perguntei-lhe:

- Então e o irmão o que é que acha?

E ele, muito pausadamente, respondeu-me:

- Sabes meu filho! Na nossa Ordem, não discutimos muito o dar e o receber! Sabes porquê? Porque mais difícil do que dar ou receber, é pedir…isso é que custa muito…este é o nosso lema!

Meti a viola no saco! Mas ainda não aprendi essa lição!

Ás vezes penso, mas só damos o que temos, não é possível dar o que se não tem! E aí lembro-me de um amor de há muitos anos! Éramos de países diferentes, com alguns choques culturais e não só! Um dia veio despedir-se de mim e disse-me (ainda tenho bem essas palavras na memória e até nos ouvidos):

- J, sinto que gostas muito de mim…adoro receber esse teu amor e essa tua paixão por mim…é tão bom uma mulher sentir-se assim amada! Mas sabes? Tu não recebes aquilo que eu te quero dar, eu também te amo muito e não consigo entrar em ti!

E foi-se embora assim!

A partir daqui, quis começar a aprender e a querer receber…e foi boa essa aprendizagem! Boa e perigosa!

Mas esta do pedir…confesso, ainda não consegui!

Um abraço
Jorgemar

23 março 2007

Salmo 138 – "Tu me conheces"
(...)
Nada se oculta ao teu divino olhar,
Tu me teceste no seio materno,
E definiste todo o meu viver,
As tuas obras são maravilhosas,
Que maravilha, Senhor, sou eu

Quem ajuda, precisa de ajuda:
Enquanto não nos sentirmos maravilhados e gratos com o que somos, precisamos de ajuda.
Enquanto não soubermos entender os sinais que a vida nos dá, precisamos de ajuda.
Enquanto não conseguirmos viver de acordo com os nossos sonhos, precisamos de ajuda.
O rol das nossas necessidades não tem fim, o que torna proporcional a necessidade de ajuda.
Em relação á ajuda que podemos dar, na minha perspectiva, a melhor é a disponibilidade.
Texto enviado por Rosario Gomes - elemento do P33
Condensado de 'O HOMEM' de Sophia de Mello Breyner, Contos exemplares
Era uma tarde de fim de Novembro. Os homens caminhavam empurrando-se uns aos outros. Eu caminhava no passeio. Foi então que vi o homem. Era extraordinariamente belo, devia ter trinta anos, tinha no rosto inscritos a miséria, o abandono, a solidão. Mas mais belos eram os olhos, luminosos de solidão e doçura. O homem levantou os olhos para o céu. A sua expressão era simultaneamente de resignação, espanto e pergunta. Foi como se tivesse ficado vazia olhando o homem. Quis fazer alguma coisa, mas não sabia o quê. Agora penso no que podia ter feito. Era preciso ter decidido depressa. Mas eu tinha a alma e as mãos pesadas de indecisão. Deixei-me levar pela onda de gente. Mas enquanto seguia nasceu em mim a sensação de que nele havia alguma coisa ou alguém que eu reconhecia. E do fundo da memória, apareceram as palavras:
- Pai, pai, porque me abandonaste?
Voltei para trás. Mas nesse momento, o homem caiu no chão. Da sua boca corria um rio de sangue e nos seus olhos havia ainda a expressão de infinita paciência. Muitos anos passaram. O homem certamente morreu. Mas continua ao nosso lado. Pelas ruas.

16 março 2007

O Julgamento de Sócrates
"Por toda a parte eu vou, persuadindo a todos, jovens e velhos, a não se preocuparem exclusivamente com o corpo e com as riquezas, como se devem preocupar com a alma, para que ela seja o melhor possível. É possível que vocês, irritados como aqueles que são despertados quando no melhor do sono, levianamente me condenem à morte, para dormirem o resto da vida."
"Apologia" por Plutão

15 março 2007

Agostinho da Silva
Parece que tôda a gente está de acôrdo em que o mundo inteiro se encontra em crise. Como isto me parece demasiado vasto para eu poder ser util, decidi que sou eu quem está em crise e talvez consiga sair dela com três princípios: O de me ver livre do supérfluo, o de não confundir o verbo amar com o verbo ter, o de prestar voto de obediência ao que for servir, não mandar.
Setembro de Lua Cheia e de 93.
A ESCOLA DE PITÁGORAS
O símbolo utilizado pela escola era o pentagrama, proporcional pela razão áurea ou Número de Ouro - 1,618 - também chamado Phi ou divina proporção, por se encontrar na proporção de conchas e ossos e na ordem do crescimento.
A escola pitagórica enfatizava o conceito de harmonia, as práticas ascéticas e defendia a metempsicose, (teoria de origem indiana, que defendia ser possível a uma mesma alma, após um período no império dos mortos, voltar a animar outros corpos de homens ou de animais, durante o tempo da sua purificação para retornar à fonte da vida. Há uma diferença entre a metempsicose e a reencarnação: a transmigração da alma para o corpo de animais e esta transmigração se operar senão na Terra).
Pitágoras defendia que todas as coisas são números e o processo de libertação da alma seria resultante de um esforço intelectual. A purificação resultaria em descobrir a estrutura numérica das coisas e tornar a alma como uma unidade harmônica. Os números não seriam os símbolos 0, 1, 2, etc., mas os valores das grandezas, ou seja, o mundo seria composto dos valores que eles exprimem; uma coisa manifestaria externamente a sua estrutura numérica, mas seria o que é, por causa desse valor.
Pensamentos de Pitágoras
- Educai as crianças e não será preciso punir os homens.
- Não é livre quem não obteve domínio sobre si.
- Pensem o que quiserem de ti; faz aquilo que te parece justo.
- O que fala semeia; o que escuta recolhe.
- Ajuda teus semelhantes a levantar a carga, mas não a carregues.
- Com ordem e com tempo encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem.
- Todas as coisas são números.
- A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus.
- A Evolução é a Lei da Vida, o Número é a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deus.
- A vida é como uma sala de espectáculos: entra-se, vê-se e sai-se.

13 março 2007

SUBJECTS FOR REFLEXION
Meditate on the waiting
R.L. Wing in Manual Prático de I Ching
The Wait is a test to self confidence. Believe in the present. Keep the thoughts and words in a positive tone and keep a sure attitude on yourself. By assuming a physical posture of balance and discipline you can achieve a resonance on the spiritual field. The parallelism of interior and exterior fields starts a sensitive conscience and a lightened perception.
Meditation and human development by Genevieve Lewis Paulson - ISBN 972-33-1174-7
Research on Emotional Intelligence

F. Oliveira – Psicóloga da Saúde

While we process cognition, we feel an emotion and it is from the kind of emotion we feel, that we generate the answer. That’s why emotions dictate the quality of human behaviour and the quality of the process of social interaction.
Emocional Capacities to exercise:
Self emotional knowledge– Self conscience: Knowledge of your own feelings or intuition;
Emotional control– Capacity to manage feelings: Integration in any environment or social act.
Self motivation – optimism: Conscience that all problems can be overcome and are soluble.
Recognise emotions in others – Empathy: Place yourself in the place of the other.
Ability in relating inter-personally – Social Aptitude: the capacity of dealing with the group.
Emotions that heal - Daniel Goleman, Conversations with Dalai Lama - ISBN 972-759-310-0
Reflexions:
On Compassion as Prevention
Compassion makes way for psychological balance. It is only necessary the intention, the will. By the simple exercise of compassion, men learn how to sacrifice inferior feelings and open his heart. On Sympathy
David Hume - Human Nature Treat, 1738
"None of the qualities of human nature is more important, as per it self, as per its consequences, then the propensity we have, to sympathize with each other, to receive by communication inclinations and feelings, even if different then ours, or even contrary... "
On Happiness
To speak of happiness we must exit the material ambit and start speaking about something common to all. It’s only from common objectives and common laws that there can be one single direction through where all can reach the same place.
On Responsibility
Kabaleb in Internal Gods
If a men is able to assume the responsibility for all that happens to him that is a real proof of his majority. To understand this idea it is necessary to maintain an attitude of absolute humbleness, without that it is not possible to access light. The key of life is the respect for the four times: the time of the seed (planting an action) the time of the earth (the vase where we plant) the time of the tree (the result of the action over the vase) and the time of the fruit (the new seeds that the tree we planted produced).
On Universal Compassion
By feeling the suffering of the other we start naturally trying to resolve the situation. For that, however it is important that he wants to receive this energy; without that the action occurs externally without reaching his interior which will allow him to get up and walk.
Geshe Kelsang Gyatso
There are three types of love: affection love, appreciative love and the love that desires everybody to be happy or Grate Love. To want the others to be happy and to try to help them conquering happiness that is the Grate Love. With it, we will make the following decision: "I will give happiness to all living beings ".

Shantideva, Guia de Estilo de Vida do Bodissatva
Prayer of the Grate Love:

‘I offer my virtuous carma to all living beings. May they, thanks to that, be able to obtain, temporarily and ultimately, happiness. ‘Meditation: with this sincere prayer imagine your body transforming into a shining jewel of desires, which rays of light reach the four kingdoms of the Samsara. This light purifies all environments and satisfies completely all the desires of their inhabitants. The hungry spirits are satisfied with food and drinks; animals receive wisdom; human beings satisfy all their desires and needs; the semi gods finally reach peace and satisfaction; and the gods gain freedom. Then retain this feeling of joy and meditate on it for as long as possible.
SUJETS À RÉFLÉCHIR
Méditer sur l’attente
R.L. Wing in Manuel Pratique de I Ching
L’attente est un teste à l’auto confiance. Crois dans le présent. Maintiens les pensées et mots dans un sens positif et conserve une attitude sûre de toi. Prendre une posture physique équilibré et discipliné provoque une résonance dans le champ spirituel. Le parallélisme des champs intérieur et extérieur donne origine á une conscience sensible et á une perception illuminée.
Méditation et développement Humaine de Geneviève Lewis Paulson
Recherche sur l’Intelligence Emotionnelle
Goleman montre que ce n’est pas seulement la raison qui influence nos actes mais l’émotion est aussi responsable pour nos réponses et a un grand pouvoir sur l’individu.
Pendent le procédé mental de cognition, nous ressentons une émotion et c’est en fonction du type d’émotion que nous gênerons la réponse. C’est la raison pour laquelle les émotions dictent la qualité du comportement humain et la qualité du procédé d’interaction
sociale.
Capacités émotionnelles à exercer:
Auto connaissance émotionnelle – Auto conscience
: La connaissance de nos sentiments.
Contrôle émotionnel – contrôler les sentiments: Intégration dans tous les milieux.
Auto motivation – optimisme: la conscience que tout problème est contournable et résoluble.
Reconnaitre les émotions des autres – Empathie: Savoir se placer dans la peau de l’autre.

Compétence interpersonnelle – Aptitude sociale: Savoir travailler en groupe.
Emotions quI Cure de Daniel Goleman, Conversations avec le Dalai Lama - ISBN 972-759-310-0
Réflexions:
Sur la compassion comme prévention
Il suffit de l’intention et de la volonté. A travers l’exercice simple de la compassion, l’homme apprend à transformer les sentiments inferieures et à ouvrir son cœur.
Sur la Sympathie
David Hume. Traitée de la Nature Humaine, 1738
"Aucune qualité de la nature humaine est tant importante, soit pour soi même, soit pour ses conséquences, que la propension que nous avons pour sympathiser les uns avec les autres... "
Sur le bonheur
Pour parler en bonheur il faut sortir du niveau matériel et parler de quelque chose commun à tous. Et c’est seulement à partir des objectifs communs et des lois communes qu’il est possible de rencontrer une seule direction pour que tous puissent arriver au même endroit.
Sur la Responsabilité
Kabaleb Les Dieux Internes
Qu’un homme soit capable de se responsabiliser pour tout ce qui lui arrive est une évidence palpable de sa majorité. Si cette responsabilité devient collective, cette même majorité aura été réussie par toute l’humanité. Pour comprendre cette idée il est nécessaire maintenir une attitude d’humilité absolue, sans laquelle on ne pourra accéder à l’illumination. La clé de vie nait du respect pour les quatre temps: le temps de la semence (plantation d’une action) le temps de la terre (le réceptacle où on a planté) le temps de l’arbre (résultat de l’action sur le réceptacle) et le temps du fruit (la récolte des nouvelles semences de l’arbre qu’on á planté).
Sur la Compassion Universelle
La compassion nous demande de sortir de la commodité de la pitié sans compromis qui nous amène vers l’égoïsme. Quand nous sentons la souffrance de l’autre nous essayons naturellement de résoudre la situation. Il est important que l’être à aider soit réceptif à cette énergie; sans cela l’action se passe extérieurement sans atteindre son intérieur, ce qui lui permettrait de se lever et marcher.
Geshe Kelsang Gyatso
Il existe trois types d’amour: l’amour affectueux, l’amour appréciatif et l’amour qui désire le bonheur pour les autres ou le ‘Grande Amour’. Vouloir que les autres soient heureux et chercher à les aider à conquérir le bonheur, est le ‘Grande Amour’. Avec lui, nous prenons la résolution suivante: "Je vais donner le bonheur à tous les êtres vivants".
Shantideva, Guide de style de Vie du Bodissatva
Prière du ‘Grande Amour’: ‘J’offre mon vertueux karma á tous les êtres vivants. Que grâce à lui, ils puissent obtenir le bonheur temporaire et final. ‘Méditation: avec cette prière sincère imagine que votre corps se transforme dans un bijou scintillant de désir, donc les rayons de lumière atteignent les six royaumes du Samsara. Cette lumière purifie tous les milieux et satisfait entièrement les désirs de ses habitants. Les esprits affamés sont rassasiés avec aliments et boissons; les animaux reçoivent la sagesse; les êtres humains satisfont tous leur désirs et nécessités; les semi dieux finalement atteignent paix et satisfaction; et les dieux gagnent la liberté. Après, retenez cette sensation de joie et méditez sur elle pendant le maximum de temps possible.

09 março 2007


The Love Embrace of the Universe, the Earth (Mexico),
Me, and Senor Xolotl - 1949
Oil on canvas27 1/2 x 23 7/8
inCollection of Jorge Contreras Chacel, Mexico City

O que aconteceria se Fridha Khalo não tivesse apanhado aquele autocarro?

Mensagem ao núcleo:

Confirma-se no núcleo do P33 o objectivo de divulgar e praticar a ajuda e a entreajuda (pedir, dar e receber). É preciso reforçar a estrutura que o irá fundamentar. É necessário nesta fase desenvolver virtudes como o respeito e a humildade e sobretudo não ceder aos impulsos do ego.

Podemos e devemos divulgar o P33 junto dos nossos amigos e familiares, gerindo esses grupos no mesmo propósito. Mas nesta fase inicial é necessário preservar o núcleo, através do respeito e da fraternidade, evitando a introdução de novos membros.

Aguardo os vossos comentários e apoio.

33. ANJO YEHUIAH

Através da MAR o Projecto 33 nasceu com a inspiração do génio 33, YEHUIAH cujo atributo é o conhecimento de todas as coisas. A sua presença em nós permite-nos saber exactamente a posição de todas as coisas na ordem criativa. Assim saberemos também qual o nosso posto nessa ordem e ocupá-lo-emos com a certeza de que quando se operar em nós uma mudança qualitativa a própria vida nos colocará numa nova posição.

YEHUIAH trabalha na implantação da dinâmica crística, que nos afasta de tudo o que é competitivo, em que uns ganham e outros perdem. Faz com que sintamos o afã de despojamento e o afã do essencial.
Nos dias e nas horas de YEHUIAH devem pôr-se em funcionamento associações filantrópicas, podendo-se encontrar patrocinadores para elas.
Excerto de Kabaleb, Os Deuses Internos, Ed. Pergaminho