04 maio 2007

AULAS DE INTELIGENCIA EMOCIONAL - V

V- Experimentar e viver as diferenças ( continuação )
Como disse, neste capítulo existem ainda mais três competências a aprender:

- Compromisso Emocional
É a capacidade de iniciar e concluir o que nos propomos, levar as coisas do princípio ao fim. A experiência mostra-nos que mais de metade do que iniciamos, não vamos nunca concluir. Fomo-nos iludindo com a palavra decisão, valorizamos muito os decisores, aqueles que tomam muitas decisões, mas se formos ver bem, muito poucas dessas decisões acontecem. Vejam o que se passa todos os dias nos telejornais das oito, centenas de decisões e depois?
Confundimos que quando se fala em decisão, esse momento não passa de uma intenção, porque decisão mesmo, é um processo que começa aí, mas que só acaba quando se concretiza essa intenção. Estamos por isso a confundir o princípio com o fim! Acontece por outro lado, que estamos também enganados quanto ao próprio conceito de decisão. Esta palavra vem do latim “de caere”, que quer dizer, deixar fluir! E se formos ver bem, ela tem tudo a ver com um outro conceito que muitas vezes achamos ser oposto, é o diálogo! Quantas vezes ouviram dizer: Já chega de diálogo, agora é preciso tomar decisões! Pois é! Diálogo vem do grego “ dia logos” e quer dizer, deixar fluir as ideias. Como reparam, tem o mesmo sentido de decisão! Mas em todo este fluir é preciso compromisso emocional!

- Integridade aplicada
É bom que se pense, que as nossas competências emocionais, como as outras, só existem quando as praticamos.
Por isso, não vale a pena fazer o discurso do auto-elogio, como é o caso da integridade, da honestidade, da verdade. Neste caso, são os outros que tem que sentir isso, porque é nas acções que está a resposta e não nas palavras! É só isto!

- Influência sem autoridade
O tempo da autoridade pela autoridade acabou. A começar na casa de cada um, onde isso já nem funciona com os filhos mais pequenos. A autoridade está a ser substituída pela influência, é esse o grande desafio. Mas para influenciar é preciso ter tempo, ter argumentos, inspirar confiança e claro, saber ouvir e perceber as razões dos outros. Influenciar é conseguir que a ideia do outro se aproxima da nossa, é um processo que começa no saber ouvir, no duvidar das nossas verdades, no começar a querer perceber bem o outro e por fim, não ter receio de mudar de opinião. A influência fica e permanece em nós, a imposição não! A influência vive muito do compromisso com o diálogo/decisão!

Continuação das aulas cortesia do Jorge Marques

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