18 abril 2007

AULAS DE INTELIGENCIA EMOCIONAL - IV

Experimentar e viver as diferenças
Vivemos um tempo onde há muita dificuldade de aceitar as diferenças. O mundo globaliza-se e ao contrário de aproveitar toda a riqueza da diversidade, parece querer impor um padrão de igualdade, como se o mundo tivesse que ser pintado a preto e branco. Mas se isto é verdade no mundo, é mais verdade nas nossas relações diárias. Tudo serve para discriminar! Ou porque se é jovem ou velho demais, muçulmano ou cristão, homem ou mulher, heterossexual ou homossexual, preto ou branco, do partido A ou do partido B, gordo ou magro, alto ou baixo, doutor ou analfabeto… A proposta destas competências neste grupo é que a solução está na vivência e no aproveitamento das diferenças. A riqueza do mundo está aí em todos os domínios! Se queremos inovação, é porque queremos diferença!
O que é que está aqui presente?

Potencial e propósito únicos
Na generalidade, se olharmos bem, o nosso percurso de vida desde crianças é:
- Corrigir defeitos em criança dentro da lógica de uma boa educação;
- Melhorar nas cadeiras onde somos mais fracos na escola;
- Melhorar os nossos pontos fracos e o nosso desempenho em adultos.
Relativamente aos nossos pontos fortes, ás nossas qualidades, os nossos pais ficam muito satisfeitos com eles, mas não investem neles, estudamos muito menos nas cadeiras onde somos melhores, investimos na recuperação dos pontos fracos e muito pouco nos nossos pontos fortes.
O que seria a nossa vida se, em vez desse investimento no que somos mais fracos, fosse naquilo em que somos melhores? É esta a proposta, quando em termos de inteligência emocional falamos do potencial e propósito único! O desafio é, em primeiro lugar, descobrir exactamente quais são os nossos pontos fortes e quais são os fracos.

Pensemos bem em que é que nos sentimos melhores?
Este é um exercício a fazer, basta uma folha em branco, um risco ao alto e a meio da folha e escrever, com calma e sem pressa, pode até demorar vários dias. De um lado, aquilo em que é bom, no outro, aquilo em que é menos bom. Quando concluir, pergunte-se a si próprio por qual dos lados a sua vida está a ser orientada? Mas não se engane a si próprio!

Se você faz a sua vida através do exercício dos seus pontos fortes, óptimo, está contente com o trabalho e a vida e as suas energias podem ser canalizadas para o seu desenvolvimento. Se a sua vida se está a orientar na zona dos pontos fracos, veja o que pode fazer para mudar de rumo e se não o pode de todo, arranje uma saída, um hobby onde aplique, no todo ou em parte, essas suas capacidades. Conduza a sua vida!

Acredite, que quando investimos naquilo em que somos mais fracos, o esforço é enorme e os resultados serão sempre médios, é como tirar um 10 para passar. Aí seremos gente média, igual a todos os outros. De contrário, quando investe nas suas melhores qualidades, poderá ser estrela em qualquer coisa, será um talento em qualquer coisa, não importa em quê. Aí, o nosso potencial de crescimento não tem limites. Esqueça que alguma vez se pode ser bom em tudo! Seja diferente, vamos assumir a nossa diferença pelo nosso lado mais positivo!

Neste capítulo, existem mais três competências, mas esta é suficientemente importante para ser tratada á parte e de uma só vez! Reflicta bem sobre esta, faça o exercício que lhe sugerímos e ou siga em frente ou mude de caminho! Há sempre qualquer coisa que podemos mudar em nós mesmos!

A crise não está no mundo, essa é uma realidade, a crise está na nossa relação com esse mundo cada dia mais complexo. Por isso, somos nós que temos que mudar, somos nós que eventualmente estamos em crise. Foi esta a conclusão a que um dia chegou também o nosso Agostinho da Silva. Desistiu de mudar o mundo, mas quis resolver a sua própria crise!
cortesia de Jorge Marques

14 abril 2007

AULAS DE INTELIGENCIA EMOCIONAL - III

Depois de uma primeira fase de auto-conhecimento, começamos a estar preparados para a relação com os outros, ou pelo menos começar a abertura a essa relação.
Que competências dominam esta fase?
- Presença autêntica
Na comunicação com os outros, utilizamos em geral dois tipos de linguagens. Uma verbal e outra não verbal. Esta última tem a ver com as expressões, gestos, tiques, posturas físicas…
Sempre que comunicamos com alguém, é esta linguagem não verbal que chega primeiro e nos leva de imediato a formular um juízo, que pode ser o de acreditar, não acreditar, achar que se está a esconder alguma coisa, que se está a querer dar a volta…etc. Posteriormente a este juízo chegam as palavras que, ou confirmam o juízo ou o contrariam. Sempre que estas duas linguagens não são coincidentes, não confiamos nas mensagens recebidas, ou seja a linguagem não verbal diz-nos uma coisa e a verbal outra.
A presença autêntica é por isso a capacidade de se dizer o que se pensa e sente, é isso que dá coerência ás duas linguagens. É isso que leva a que os outros confiem em nós.
Numa sociedade onde a cultura vigente é a do politicamente correcto e dizer aos outros o que eles querem ouvir, esta é uma prática que é difícil, requer exercícios práticos e por vezes correr alguns riscos. Mas a alternativa é sempre esta, ou correr esses riscos e gerar confiança nos outros ou viver na não confiança. Há que experimentar, reflectir sobre essa experiência e corrigir algumas vezes mais a forma em como se diz, do que aquilo que se diz.
- Raio de confiança
É o resultado da autenticidade falada no ponto anterior. É a capacidade de gerar confiança á sua volta e passar isso aos outros.
- Insatisfação construtiva
É ser capaz de dizer: Não estou de acordo, por estas razões e acho que a melhor solução é esta! Não basta por isso discordar! Como também não basta concordar por concordar!
Estamos numa sociedade onde as pessoas têm um peso negativo relativamente ao conceito insatisfação, é socialmente correcto estar satisfeito com tudo. Com nós mesmos, com as relações afectivas, com os amigos, com o emprego. Mas não é isso que faz construir o que quer que seja. A insatisfação é uma forma de construir, desde que seja construtiva! É uma qualidade e não um defeito!
- Capacidade de recuperação e renovação
Os dados que se conhecem, dizem-nos que na Europa 60% do absentismo já é causado por doenças que resultam do stress. Muitos milhões de horas e muito pouca qualidade de vida!
Quando se procuraram as causas, encontraram-se várias razões, mas á cabeça vinham os conflitos com os chefes, com os colegas e também isto de engolir sapos e não dizer nada.
O nosso equilíbrio, a recuperação e renovação da nossa energia, não podem resultar da nossa anulação, do querer viver bem com todos, do fugir aos conflitos. Vem de nos assumirmos como somos, como pensamos e como sentimos!
Os conflitos interiores consomem bastante mais energia do que os outros!
Mais uma aula oferecida pelo Jorge Marques, k nós agradecemos mto. Bjs

04 abril 2007

Como Encomendar ao Cosmos

Condensado de Cosmic Ordering Service de Babel Mohr ISBN 1-57174-272-7
Podemos encomendar ao Cosmos o que precisamos com a certeza que seremos atendidos. Quando se apanharem a pensar, a sentir ou a falar negativamente, parem de se admirar da situação actual do vosso desconforto. Quando constatarem isto, acordaram. Estão aptos a criar a vossa vida conscientemente. Decidam quem e como querem ser e encomendem ao Cosmos.
1. Os nossos pensamentos criam a nossa realidade. Façam uma lista positiva de como as coisas deviam ser e como se sentiriam se fossem assim. Depois façam uma lista das coisas na vossa vida que mudariam nesse sentido. Escrevam pequenos cartões com essas ideias positivas e colem pela casa. Percebam as coisas que estão bem e fiquem gratos por elas.
2. Encomendem como e onde se sentirem melhor, á lua cheia, na praia, no campo ou em casa. Podem escrever num papelinho e ler aos Cosmos á noite de uma janela aberta ou varanda, jardim, etc. Escolham um momento em que se sintam felizes convosco e com a vossa vida e com fé na vossa capacidade de encomendar. Comecem por exercitar em encomendas pequenas como por exemplo, encontrar estacionamento para o carro. Funciona. Confiem.
3. Encomendem uma só vez e esqueçam. Se encomendarem ou enviarem energia varias vezes, enfraquecem a vossa confiança e confundem o sistema energético de entrega da vossa encomenda. Podem sempre cancelar o pedido. Vivam a vossa vida apreciando o que está bem.
4. Façam as vossas encomendas num tom positivo. Frases na negativa são desvantajosas. Se pretenderem curar uma doença peçam saúde, se não querem tristeza peçam alegria.
5. Relaxem, não fiquem á espera. A encomenda chega atavés de uma inspiração, algo que alguém vos diz, ou lêem, etc. assim são guiados até á circuntância que permite a entrega da vossa encomenda; se colocarem demasiadas expectativas na entrega podem bloquear o fluxo energético e não perceberem as mensagens.
6. Confirmem a encomenda quando a receberem. Se não tiverem a certeza que foi o Cosmos que a entregou, confirmem a possibilidade de ter sido, o importante é que funcionou. Agradeçam, alegrem-se e divirtam-se.

02 abril 2007

AULAS DE INTELIGENCIA EMOCIONAL - II

Aprender a sentir
A primeira fase da aprendizagem das competências emocionais é uma espécie de alfabetização. Porquê? Porque nós aprendemos a linguagem escrita, a linguagem falada, nalguns casos a gestual e outras, mas não aprendemos a linguagem do sentir. Linguagem do sentir, também porque como dissemos no capítulo inicial, ligamo-nos ao mundo através dos sentidos, logo a linguagem não pode ser outra! Que tipo de competências estão presentes nesta fase? São competências simples de enunciar, porque a inteligência emocional é a inteligência natural, a da simplicidade. Talvez por isso mesmo, esta facilidade de enunciado se transforme em tanta dificuldade prática.
As competências presentes são:

1 - Honestidade emocional
É a capacidade de falarmos
verdade e sermos honestos com nós próprios, antes de sermos com os outros. Temos que cuidar aqui das justificações que nos vamos dando sobre o que nos acontece, apenas para nos sentirmos mais confortáveis. Temos que nos ir perguntando, estás a enganar-te ou a tentar enganar os outros. Teremos certamente a resposta dentro de nós. Isto tem uma aprendizagem solitária, com nós mesmos, a relação é só connosco!
Temos que ficar convictos, de que enquanto esta verdade e esta honestidade não existir para dentro, não existirá para fora.
Não podemos dar o que não temos!

2 - Energia emocional
Na relação com a realidade exterior, recebemos muitos sinais, através dos sentidos. Nessa relação geramos interiormente uma energia ( e/moção), que quer dizer, movimento de dentro para fora. Nesta fase, temos que tomar consciência desta emoção, disto que nos indica um sentido de resposta. Sem esta tomada de consciência não existe emoção, é uma outra coisa qualquer. Nesta tomada de consciência, ou agimos emocionalmente, ou nos inibimos e agimos racionalmente. Precisamos distinguir aqui os nossos comportamentos práticos e os nossos mecanismos de bloqueio. Porque não faço assim, ou porque faço desta maneira. Continua a relação com nós mesmos!

3 - Feedback Emocional
Porque é que quando falamos com várias pessoas ao mesmo tempo e dizemos o mesmo a todos, verificamos que cada uma delas sentiu e agiu de maneira diferente?
Porque é que quando lemos todos o mesmo artigo ou um mesmo livro, se falamos sobre isso, cada um interpretou de maneira diferente?
Porque comunicar é sobretudo sentir, mais do que ouvir ou falar! É pelo sentir que agimos! Por isso, quando comunicamos, já não podemos satisfazer-nos com o ouvi, percebi, de acordo, temos que perceber o sentir dos outros. Isso é o feedback profundo, emocional!

4 - Intuição Prática
Damásio tinha uma definição curiosa para intuição. Dizia que era um misterioso mecanismo do nosso corpo, que nos dava respostas sem lhe perguntarmos nada.
Este tipo de respostas naturais são as intuições. Nesta fase de aprendizagem, temos apenas que saber começar a ouvi-las, sem avaliar. Isto porque há pessoas que dizem, tenho intuições, mas elas enganam-se sempre, por isso faço o contrário do que me dizem. Grandes figuras acreditavam e ouviam as suas intuições, por exemplo Einstein, que depois do almoço, com os pés descalços na relva e fazendo a sua sesta, dizia que era nesse momento que recebia as suas intuições mais criativas. Muitos dos galardoados do Prémio Nobel, dizem a mesma coisa. Porque dizemos que as mulheres têm o sexto sentido, mais intuição? Porque em termos culturais e de educação, sempre puderam exercer mais e melhor as suas emoções. Porque aos homens sempre foi dito para conterem essas emoções, pelo menos nas gerações mais velhas. A intuição será, de facto, um sexto sentido, quando formos emocionalmente inteligentes e exercermos na prática essas emoções.
Gracias ao Jorge Marques que nos oferece deste modo, aulas de inteligência emocional.